O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



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domingo, outubro 03, 2004

A profissão adjuntiva do Célio


Qual é a tua profissão? Sou…adjunto do Senhor A. E o que é que fazias antes? Era …assessor do Senhor B. E antes de seres assessor do Senhor B? Era …adjunto do Senhor C. O diálogo, apesar do surrealismo, é verídico. O Célio andou quase toda a vida a “assessorar” e a “adjuntar”. Sem profissão definida, fez uma pós-graduação em subserviência. Pouco lhe interessava quem era o Senhor A, o Senhor B ou o Senhor C. Interessava-lhe, antes, ajudar. Isto é, ser adjunto. Se não fosse adjunto, pois então, interessava-se em assessorar. Isto é, ser assessor. Sempre a mando de outrém. Sem competências próprias ou responsabilidades decisórias, fazia o que o adjuntado ou assessorado não queria fazer. Por outras palavras, o que lhe mandavam fazer. Abdicando praticamente de pensamento próprio, era uma estampilha. O servilismo era apreciado pelos sucessivos chefes. Gabava-se de ser o assessor preferido. Isto, quando não era adjunto. Quando adjuntava, apesar de alguns sapos, ufanava-se de ser o mais apreciado. Mas chegou o dia em que foi depreciado. Enganou-se numa vírgula do despacho que o adjuntado lhe tinha solicitado. Passou da adjunção à disjunção. Hoje espera no Centro de Emprego por nova unção. No caso, por nova adjunção. Aos amigos vai confessando que sonha com um posto em que seja chefe do séquito. Não te preocupes, Célio. Primeiro, é necessário que chegue nova adjunção. Com sorte, hás-de passar de adjunto a adjuntado. Mas até lá terás de adjuntar mais um pouco. Na pior das hipóteses terás de adjuntar muito. Nada de desesperos. Há sempre uma adjunção ao virar da esquina. Tudo depende da rua por onde vais. E do que queres fazer. Esquece a transformação dos sapos em elefantes. Se é disso que gostas, continua. Haja quem goste. E quem adjunte. Os adjuntados agradecem. A auto-estima nem sempre. Mas o que é isso nos tempos que correm? Certamente, não o Principal. Apenas um aspecto adjuntivo.


De Gaulle | domingo, outubro 03, 2004 |

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A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



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The Bostonians, JAMES IVORY (real.)



In the Mood for Love, KAR WAI WONG, 2001



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