O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



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sexta-feira, março 11, 2005

Regresso infeliz!


Pedro Santana Lopes (PSL) decidiu voltar para a Câmara Municipal de Lisboa.

Depois de ter passado por um período experimental no governo, no qual ele foi manifestamente fraco, e cujo corolário foi o sufrágio realizado a 20 de Fevereiro, pensou que o melhor que tinha a fazer era retornar à Câmara.

Porque será? - perguntam as pessoas. A sua imagem, depois deste período de seis meses em que encabeçou o governo português, ficou extremamente desgastada e, como sabemos, vamos ter eleições autárquicas em Outubro, daqui a seis meses.

Estará PSL a pensar que nestes seis meses que faltam conseguirá melhorar a imagem por ele deixada e conseguirá espelhar a ideia de que é um homem de consenso, de ideias, de projectos, de obra e de carisma, um verdadeiro líder? Eu penso que não.

PSL pura e simplesmente não sabe o que vai fazer de futuro. Está a tentar ganhar algum tempo para compor as suas ideias. Digamos mesmo que ele não estava nada preparado para a derrota que teve. Devia acreditar no mito que ele só ganha eleições...Todos temos as nossas ilusões, não é?

Depois do resultado obtido, PSL apercebeu-se, contra-vontade, que teria de se demitir de líder do PSD e, sendo assim, deixaria de ser líder do maior partido da oposição. Tendo isso em conta, o lugar dele no Parlamento deixaria de fazer sentido pois passaria a ser apenas mais um e não o líder. Claro que sujeitar-se mais uma vez a orientações que não as dele não é lá muito apelativo. Ele precisa, para satisfação e ambição pessoal, de ter alguma projecção, de ser visto e falado e o lugar de deputado não lhe garantia isso.

Voltar então para a Câmara apresentou-se-lhe como sendo uma alternativa razoável. Volta para um cargo importante, com poder, com casa, com projecção e no qual se sente bem, sendo “o” líder.

Só que aí é que começa outro problema. Vamos ter eleições e arriscar-se a uma derrota tão próximo da passada é o seu fim político. Não vai querer ficar ligado a duas derrotas seguidas e porventura humilhantes. Daí o silêncio...Está nitidamente à espera de ver quem será o candidato socialista. Se for Ferro, mantém-se e recandidata-se (ainda crê que contra Ferro consegue ganhar), se for Carrilho ou outro candidato forte, decide não ir a votos. Só que desta forma está literalmente a queimar o PSD, já para não falar no “seu amigo” Carmona Rodrigues.
Mais uma vez, e para quem não conhece PSL, ele está a por os seus interesses acima dos de Lisboa e dos do PSD. Tem direito a voltar, concerteza, mas terá legitimidade política? Pediu a Carmona para ir para a Câmara quando lhe deu jeito e agora que perdeu o lugar quer ganhar algum tempo, quer pensar no que vai fazer à custa precisamente do “seu amigo” e do PSD, hipotecando as eleições do próximo Outono.

PSL não percebe que deve fazer a chamada “travessia do deserto”, e de preferência bem longe que é para não nos lembrarmos dele, só que o problema dele é que não tem para onde ir...É o eterno problema dos políticos profissionais!!
Churchill | sexta-feira, março 11, 2005 |

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Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



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John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



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Ron Chernow, Alexander Hamilton



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AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




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