O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



Os Impecáveis









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sexta-feira, abril 29, 2005

Inquérito Literário IV


“Descalçando a bota que o Jansenista me calçou”, cá vai:
1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Lamento, mas não vi o Fahrenheit 451.
2 - Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
Por muitos, desde Tintim e as suas Aventuras, passando pelo espírito inflamado de Calvin e pela contestação da Mafalda. A BD é muito mais apropriada para nos apaixonarmos por personagens de ficção.
3 - Qual foi o último livro que compraste?
Os últimos livros que comprei foram “O meu tempo com Cavaco”, de Fernando Lima e a revista “Nação e Defesa” do Instituto de Defesa Nacional. O primeiro é uma narração interessante sobre os anos percorridos ao lado de Cavaco Silva vista pelos olhos de um assessor de informação, com a parcialidade própria de quem sempre o apoiou. O segundo complementa uma série de papers relativos à Segurança Internacional e Nacional. É interessante mantermo-nos actualizados.
4 - Qual o último que leste?
O último livro que li foi “O Clube de Moscovo”, de Joseph Findler. Um regresso à época da Guerra Fria e ao apogeu da espionagem internacional, época ainda considerada saudosa para muita gente.
5 - Que livros estás a ler?
Ora bem, estou a ler “O Meu Tempo com Cavaco, do Fernando Lima, já mencionado, “A Minha Vida”, de Bill Clinton” (um homem interessante com uma vida relativamente problemática desde o início), “O Futuro da Liberdade”, de Fareed Zakaria, “Nação e Defesa”, do IDN. Vou lendo cada um consoante os dias.
6 - Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
Eu levaria livros como “Principles of Political Philosophy”, de Strauss e Cropsey , A Biografia de Winston Churchill, para me pôr bem disposto, a colecção de BD do Calvin & Hobbes, para poder usufruir de alguns bons momentos de diversão, a minha colecção de Almanaques da New York Times, para poder consultar sempre que quisesse, e “A Ilha” de Aldous Huxley, apenas pela conjuntura da situação.
7- A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
A ninguém em particular, mas a todos os interessados. Acaba por ser um exercício interessante.
Churchill | sexta-feira, abril 29, 2005 | |

quarta-feira, abril 27, 2005

English Cut


Já Eça de Queirós se lamentava que em Portugal os fatos eram medonhos. O português veste um fato como quem albarda um burro.
Pessoalmente, adoro um bom fato. É, confesso, uma das minhas fraquezas hedonistas. E que bem magoa a minha carteira.
Ora, sobre o tema, aqui vai uma verdadeira aula leccionada por um mestre. Podem, por exemplo, ficar a saber a diferença entre um fato feito à medida e um fato mandado fazer. Garanto-vos que é abissal.

Jagoz | quarta-feira, abril 27, 2005 | |



Tempo


Há uma questão -- há mais do que uma, mas enfim, para o que interessa... -- que sempre me coloquei e que, com mal disfarçado desespero, nunca consegui responder. Ou melhor, até tenho tido algumas respostas, mas essas nunca me deram grande satisfação. A questão é: «o que é o tempo»?
Aristóteles, por exemplo, entende o tempo como um conceito absoluto -- uma das suas categorias não decomprimíveis --, que traduz a transitoriedade da matéria. Zenão vai mais além e afirma que é a medida do movimento de todas as coisas, determinada em função do antes e do depois. Acho insatisfatório.
Serei o único a ficar perturbado com esta incapacidade de definir aquela que será talvez a coordenada que mais condiciona a existência humana?
Pago, pois, um almoço a quem me fornecer uma correcta e full-explanatory definição de «Tempo».
PS - Não venham com soluções de dicionário de sinónimos. É exigido um pouco mais de trabalho.

Jagoz | quarta-feira, abril 27, 2005 | |

segunda-feira, abril 25, 2005

Inquérito Literário III


“Descalçando a bota que o Jansenista me calçou”, cá vai:

1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
O Fio da Navalha, de W. Somerset Maugham: experiências escapistas, perambulações por cafés, os trilhos da filosofia ou da teologia; alternativamente, muito pelo título, em escolha óbvia et secundum naturam, pois então, Sobre a vida feliz, de nuestro hermano Séneca.

2 - Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
A BD tem destas coisas: para lá de Corto Maltese (ne bis in idem?), o Tintin, que, além de amigo do seu amigo, percorre, nas suas muitas viagens, gerações diversas. Fora dos quadradinhos, por razões parcialmente idênticas, Sidarta (Hermann Hesse).

3 - Qual foi o último livro que compraste?
O Século, de Alain Badiou, e (mea culpa, mea culpa…) Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens (na edição da INCM, com um bónus: a Carta da Fortuna), de Matias Aires.

4 - Qual o último que leste?
Contos Completos, Vol. I – Histórias Recontadas, de Nathaniel Hawthorne, e Marcel Proust – A Life, de Jean-Yves Tadié. Portanto, já disponíveis para empréstimo.

5 - Que livros estás a ler?
Sufragando, em parte, a “teoria das canas de pesca” (Tiago dixit), os registos são muito acessíveis e contrastantes: A Misteriosa Chama da Rainha Loana, de Umberto Eco, entrecortado pel` A Rolha Bordalo: Política e Imprensa na Obra Humorística, do nosso Rafael Bordalo Pinheiro. Há fases assim (…).

6 - Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
Face à contigentação, não levaria livros que já li; escolhendo livros ainda não lidos, é duvidoso que sejam esses que, em condições “normais”, adopte como “primeiras escolhas”. Neste pressuposto:
(i) Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta da Fortuna, de Matias Aires (último comprado; investimento ainda não amortizado),
(ii) toda a Enciclopédia Einaudi (para o tempo sobejante),
(iii) Correspondence between Schiller and Goethe: From 1794 to 1805, Friedrich Schiller (folheado; já o tive nas mãos, todavia…),
(iv) Eu Hei-de Amar uma Pedra, de A. Lobo Antunes (oferta de Natal, que parece fitar-me da estante),
(v) estando numa ilha deserta (adeus alteridade?), o clássico de P. Maine Biran, Influence de L`Habitude Sur La Faculté de Penser.

7- A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
À Francisca, ao Ego e ao Alter-Ego.

PS – Tendo aproveitado a “ponte” (também a D. Luís), acabo de regressar à base.

* Revisto

JZM | segunda-feira, abril 25, 2005 |

sábado, abril 23, 2005

Inquérito literário II


Respondendo ao desafio do Jansenista, aqui vai:

1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Marcel Proust, A la Recherche du Temps Perdu (estaria disposto a decorar todos os volumes)

2 - Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
Por Corto Maltese, pelas suas intermináveis viagens pelo mundo.

3 - Qual foi o último livro que compraste?
De acordo com a minha última encomenda chegada da Deadalus, foram quatro livros: John Allen Paulos, A Mathematician Plays the Stock Market; Nicholas A. Basbanes, Among the Gently Mad; Mitchell Pacelle, Empire; Janet Gleeson, Millionaire.

4 - Qual o último que leste?
Jon Meacham, Franklin and Winston - A portrait of a friendship (oferecido pelo amigo impecável JZM)

5 - Que livros estás a ler?
Jacques Delors, Memórias; Thomas Maier, The Kennedys - America´s Emerald Kings; Janet Gleeson, Millionaire; Ford Madox Ford, O Bom Soldado; Stefan Zweig, O Combate com o Demónio; Tibet & A. P. Duchâteau, Intégrale Ric Hochet

6 - Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
A Bíblia; Marcel Proust, A la Recherche du Temps Perdu (para voltar a ler); Todos os volumes da Encyclopædia Britannica; Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée; R. Kerrod, The Book of Constellations: Discover the Secrets in the Stars (porque não estamos sózinhos)

7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
A todos os impecáveis ausentes , à Casa dos Comuns e ao Adolfo da Arte da Fuga.
Guilherme Oliveira Martins | sábado, abril 23, 2005 | |



Inquérito Literário


Descalçando a bota que o Jansenista me calçou, cá vai o raio X sob a forma de Inquérito Literário:
1 - Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Um Evangelho. Do mesmo modo que outros já foram para mim Evangelho. A Palavra é o livro mais importante de todos. Não andamos cá para outra coisa senão para sermos salvação uns dos outros.
2 - Já alguma vez ficaste apanhado por um personagem de ficção?
Santiago, The old man and the sea
3 - Qual foi o último livro que compraste?
[consultando talões de multibanco] Acho que foi o Méthode d'arabe littéral, Vol. I, Gérard Lecomte e Ameur Ghedira.
4 - Qual o último que leste?
Farewell to Arms, do Ernest Hemingway. Em inglês -- e digo isto por duas razões: primeiro, porque Hemingway vale mesmo a pena é em inglês; segundo, porque mostro que sei falar inglês. Antes desse, li o Milestones, de Sayyd Qutb. Digo isto porque achei que iria impressionar o auditório.
5 - Que livros estás a ler?
Isso de ler muitos livros ao mesmo tempo -- pressupondo que estamos mesmo a falar de «ler» -- é como pescar com várias canas na mão. Só leio um livro de cada vez. No momento, estou a ler Burke, Reflections on the Revolution in France. Já que todos o citam, ao menos uma pessoa que o leia...
6 - Que 5 livros levarias para uma ilha deserta?
Isso é no pressuposto que ficaria lá para sempre, certo? Levaria a Bíblia. Já não estaria deserta. Levava a Enciclopédia Luso-Brasileira (todos os volumes), para queimar tempo sobrante. Levava o Robinson Crusoe e A ilha do dia antes, por motivos óbvios de sobrevivência. A house for Mr. Biswas ou The nightwatchman's ocurrence book, porque assim valeria a pena estar sozinho.
7 - A que 3 pessoas vais passar este testemunho?
Aos meus outros 2 colegas do Impecável. Em especial, estou ansioso pela resposta do Liberal. Estará vivo? E ao ultramontano João Noronha, do Insurgente.

Jagoz | sábado, abril 23, 2005 | |

sexta-feira, abril 22, 2005

Eleição Papal


Achei de alguma forma despropositada a maneira como alguns sectores se mostraram insatisfeitos com a nomeação de Ratzinger para Papa. A nomeação para Papa não pode ser confundida e banalizada como se de um congresso partidário se tratasse. Nem se procura eleger o cardeal com melhor imagem e com possibilidades de ser mais bem visto no mundo.
Não é um concurso de popularidade nem algo susceptível de ser resolvido com debates entre candidatos, que são depois plebiscitados através de sondagens telefónicas. Por isso, acho mesmo demagogo colocar esta situação ao nível de uma simples eleição.

O sumo pontífice não é uma pessoa de quem se deve esperar uma abertura sem limites, que aprove o casamento entre homossexuais, o uso indiscriminado da pílula do dia seguinte ou que aceite a prática do aborto como compreensível, tendo em conta as circunstâncias económicas da mulher ou o simples facto de não querer ter filhos (a gravidez foi fruto de um descuido). A gravidez é vista como uma dádiva de Deus, sobre a qual os homens não podem pôr e dispôr consoante as suas corriqueiras vontades.

Se o Papa não se mantém fiel às suas convicções, como pode a sociedade rever-se numa religião que não tem padrões morais de comportamento a pregar?

Se me permitem, a própria lei do aborto que se pretende referendar não faz sentido se existe apenas para defender as mulheres e lhes permitir melhorar as condições em que se pode efectuar o aborto e acabar com o aborto clandestino, porque não resolve nada. Em vez de se incentivar a prevenção e a aposta na educação, opta-se pelo mais fácil: “se engravidares não há problema, pura e simplesmente abortas!!!” Reduz-se uma coisa fantástica que é a dádiva de se dar à luz uma criança a um episódio pura e simplesmente desprovido da vontade divina.
Tantos casais que gostavam de ter filhos e não conseguem para outros que optam por deitar uma vida fora apenas porque não convém, ao menos dessem para adopção!!
Churchill | sexta-feira, abril 22, 2005 | |



Mercado


Muitos dizem que a Igreja Católica deve ser reformada. Ordenações de mulheres, aborto, eutanásia, contraceptivos, relações homossexuais: tudo isto deveria ser aceite pela Igreja.
Sucede, meus amigos, que o «mercado» já fornece uma religião cristã com todos esses ingredientes. Chamam-se Episcopais. São a versão americana da Igreja Anglicana.
Por isso, se acham essas mudanças tão essenciais e tão correctas, é só converterem-se. Não queiram é transformar o Catolicismo noutra coisa que não é o Catolicismo, só para poderem continuar a intitular-se de Católicos. É como querer ser do Sporting na condição de este passar a jogar de vermelho.
PS - É verdade que há coisas a alterar. Mas, se repararem bem, parte do que se pretende alterar -- como o celibato, por exemplo -- corresponde exactamente a actualizações e «acompanhamentos dos tempos» que outrora se decidiram fazer. E que, como todas as modernizações, carecem mais cedo ou mais tarde de actualização e de reforma.

Jagoz | sexta-feira, abril 22, 2005 | |

terça-feira, abril 19, 2005

Bento XVI


Eu diria que a um Papa incumbem duas tarefas: (1) conduzir a Igreja no sentido de assegurar a integralidade e o desenvolvimento da Fé, de modo a que a mesma seja perene, que o Catolicismo de agora seja idêntico a e vivo como o de há 1900 anos; (2) conduzir a Igreja no sentido de fazer crescer o Povo de Deus, sendo um pastor que converte o não crente àquela Fé imutável.
Do que se conhece, Bento XVI encarregou-se bem da primeira tarefa enquanto Bispo. Tem, tanto quanto sei, capacidades para ir mais além nesse efeito.
Todavia, muita turbulência se levanta no mundo extra-muros do Vaticano com este novo Pontificado. Mal, parece-me. Se é certo que o Papa deve ser capaz de chamar de volta quem se afastou (ou nunca pertenceu), o certo é que não o deve fazer à custa da Fé. A Fé apela a uma noção de Verdade absoluta e imutável. O esforço de todo o apóstolo é o de espalhar a Palavra. Cativar para a Palavra. Mas não lhe incumbe mudar a Palavra para a tornar mais atraente. É quem vem de fora que se converte. É caso para dizer: se tiver de optar entre (1) e (2), é melhor que opte por (1). Vejamos, porém, que tal se sai Bento XVI na sua segunda função.
Em todo o caso, sempre poderei ir dizendo isto: João Paulo II era visto em certos meios como conservador e tradicionalista (fundamentalista, até); se Bento XVI também o é, então não andamos nada mal...

Jagoz | terça-feira, abril 19, 2005 | |

sábado, abril 16, 2005

Waterloo



JZM | sábado, abril 16, 2005 |

sexta-feira, abril 15, 2005

Dinner is ready



JZM | sexta-feira, abril 15, 2005 |

quinta-feira, abril 14, 2005

A contratação colectiva em revisão


A contratação colectiva é um direito fundamental, e, antes do mais, uma das especificidades do Direito do Trabalho, que serve mesmo para exaltar a sua autonomia dogmática. A vontade do executivo em mudar o Código, em conformidade com o programa de governo, foi ontem reafirmada na AR e dirige-se, essencialmente, à revisão do regime traçado para a contratação colectiva.
O regime de caducidade das convenções colectivas, desenhado com vista a uma renegociação entre patrões e sindicatos dos padrões de prestação de trabalho, encontra-se ainda em fase "experimental". Mas, tendo o Código entrado em vigor em Dezembro de 2003, de então para cá os resultados relativos ao depósito de convenções colectivas têm sido francamente desanimadores. Apenas no primeiro trimestre deste ano se verificou uma ligeira subida, registando-se mesmo o maior aumento dos últimos oito anos (54 contratos colectivos de trabalho, abrangendo um total de 32.190 trabalhadores).
Contudo, não é perspectivável que a tendência de subida ganhe uma sustentabilidade tal que o chamado direito colectivo corresponda aos objectivos de incremento de convergência de interesses, no plano regulamentar, entre empresas e trabalhadores que permite o ajustamento do direito abstractamente desenhado aos diferentes sectores de actividade e à especificidade de um conjunto diversificado de funções.
Não havendo convenção colectiva, diz-se, há um vazio contratual. E, sendo assim, acrescenta-se, o regime da caducidade tem de ser imediatamente eliminado.
Sendo certo que o vazio normativo tende a favorecer, ante a tendencial desigualdade entre os sujeitos laborais, a entidade empregadora, não é menos verdade que o alegado vazio normativo, enquanto tal, não existe em absoluto.
Além do contrato de trabalho, a legislação laboral assegura a existência de um regime jurídico que baliza as condições de trabalho concretamente aplicáveis, não entregando, sem mais, à autonomia da vontade das parte a livre regulação dos seus interesses laborais.
Separando-se, apesar da confusão que por aí se vai fazendo, a questão da caducidade das convenções daquela que se prende com a existência de um vazio normativo, à partida, o regime da caducidade é para manter, instituindo-se, à chegada, um sistema de arbitragem obrigatória a pedido de uma das partes.
O problema é que uma arbitragem obrigatória, sem o acordo de ambas as partes, é algo que, por definição, contraria a essência de uma negociação.
Com a OIT, na Convenção n.º 98, a proibir a arbitragem obrigatória a pedido de uma das partes - percebe-se que a contratação acaba onde começa a imposição -, não se perfilam, pois, soluções salomónicas: se, por um lado, a reivindicação dos partidos mais à esquerda para que se acabe com o regime de caducidade das CCT (= manutenção de CCT da década de 1970, num quadro histórico-social radicalmente diverso) já foi rejeitada pelo Governo, por outro, a falta de negociações entre patrões e sindicatos após a caducidade das CCT, que tem bloqueado a contratação colectiva, foi apontada pelo Executivo como a prioridade em termos de revisão da legislação laboral.
Não havendo calendário concreto para a aprovação de um novo Código (?), a sequência faz lembrar o ritmo e a duração da longa cena de pugilato entre os protagonistas do They Live, de John Carpenter, onde se tratava de convencer alguém a pôr uns óculos e a olhar para as coisas de uma maneira diferente.

JZM | quinta-feira, abril 14, 2005 |

quarta-feira, abril 06, 2005

Primeira Homilia de João Paulo II, no início do pontificado (22/10/1978): para recordar...


Ver aqui:

1. “Tu sei il Cristo il Figlio del Dio vivente” (Mt 16,16).

Queste parole ha pronunciato Simone figlio di Giona, nella regione di Cesarea di Filippo. Sì, le ha espresse con la propria lingua, con una profonda, vissuta, sentita convinzione, ma esse non trovano in lui la loro fonte, la loro sorgente: “...perché né la carne né il sangue te l’hanno rivelato, ma il Padre mio che sta nei cieli” (Mt 16,17). Queste erano parole di Fede.

Esse segnano l’inizio della missione di Pietro nella storia della salvezza, nella storia del Popolo di Dio. Da allora, da tale confessione di Fede, la storia sacra della salvezza e del Popolo di Dio doveva acquisire una nuova dimensione: esprimersi nella storica dimensione della Chiesa. Questa dimensione ecclesiale della storia del Popolo di Dio trae le sue origini, nasce infatti da queste parole di Fede e si allaccia all’uomo che le ha pronunciate: “Tu sei Pietro – roccia, pietra – e su di te, come su una pietra, io costruirò la mia Chiesa”.

2. Quest’oggi e in questo luogo bisogna che di nuovo siano pronunciate ed ascoltate le stesse parole: “Tu sei il Cristo, il Figlio del Dio vivente”.

Sì, Fratelli e Figli, prima di tutto queste parole.

Il loro contenuto dischiude ai nostri occhi il mistero di Dio vivente, mistero che il Figlio conosce e che ci ha avvicinato. Nessuno, infatti, ha avvicinato il Dio vivente agli uomini, nessuno Lo ha rivelato come l’ha fatto solo lui stesso. Nella nostra conoscenza di Dio, nel nostro cammino verso Dio siamo totalmente legati alla potenza di queste parole “Chi vede me, vede pure il Padre”. Colui che è Infinito, inscrutabile, ineffabile si è fatto vicino a noi in Gesù Cristo, il Figlio unigenito, nato da Maria Vergine nella stalla di Betlemme.

– Voi tutti che già avete la inestimabile ventura di credere,

– voi tutti che ancora cercate Dio,

– e pure voi tormentati dal dubbio:

vogliate accogliere ancora una volta – oggi e in questo sacro luogo – le parole pronunciate da Simon Pietro. In quelle parole è la fede della Chiesa. In quelle stesse parole è la nuova verità, anzi, l’ultima e definitiva verità sull’uomo: il figlio del Dio vivente. “Tu sei il Cristo, Figlio del Dio vivente”!

3. Oggi il nuovo Vescovo di Roma inizia solennemente il suo ministero e la missione di Pietro. In questa Città, infatti, Pietro ha espletato e ha compiuto la missione affidatagli dal Signore.

Il Signore si rivolse a lui dicendo: “...quando eri più giovane ti cingevi la veste da solo e andavi dove volevi; ma quando sarai vecchio tenderai le tue mani, e un altro ti cingerà la veste e ti porterà dove tu non vuoi” (Gv 21,18).

Pietro è venuto a Roma!

Cosa lo ha guidato e condotto a questa Urbe, cuore dell’Impero Romano, se non l’obbedienza all’ispirazione ricevuta dal Signore? Forse questo pescatore di Galilea non avrebbe voluto venire fin qui. Forse avrebbe preferito restare là, sulle rive del lago di Genesaret, con la sua barca, con le sue reti. Ma, guidato dal Signore, obbediente alla sua ispirazione, è giunto qui!

Secondo un’antica tradizione (che ha trovato anche una sua magnifica espressione letteraria in un romanzo di Henryk Sienkiewicz), durante la persecuzione di Nerone, Pietro voleva abbandonare Roma. Ma il Signore è intervenuto: gli è andato incontro. Pietro si rivolse a lui chiedendo: “Quo vadis, Domine?” (Dove vai, Signore?). E il Signore gli rispose subito: “Vado a Roma per essere crocifisso per la seconda volta”. Pietro tornò a Roma ed è rimasto qui fino alla sua crocifissione.

Sì, Fratelli e Figli, Roma è la Sede di Pietro. Nei secoli gli sono succeduti in questa Sede sempre nuovi Vescovi. Oggi un nuovo Vescovo sale sulla Cattedra Romana di Pietro, un Vescovo pieno di trepidazione, consapevole della sua indegnità. E come non trepidare di fronte alla grandezza di tale chiamata e di fronte alla missione universale di questa Sede Romana?!

Alla Sede di Pietro a Roma sale oggi un Vescovo che non è romano. Un Vescovo che è figlio della Polonia. Ma da questo momento diventa pure lui romano. Sì, romano! Anche perché figlio di una nazione la cui storia, dai suoi primi albori, e le cui millenarie tradizioni sono segnate da un legame vivo, forte, mai interrotto, sentito e vissuto con la Sede di Pietro, una nazione che a questa Sede di Roma è rimasta sempre fedele. Oh, inscrutabile è il disegno della divina Provvidenza!

4. Nei secoli passati, quando il Successore di Pietro prendeva possesso della sua Sede, si deponeva sul suo capo il triregno, la tiara. L’ultimo incoronato è stato Papa Paolo VI nel 1963, il quale, però, dopo il solenne rito di incoronazione non ha mai più usato il triregno lasciando ai suoi Successori la libertà di decidere al riguardo.

Il Papa Giovanni Paolo I, il cui ricordo è così vivo nei nostri cuori, non ha voluto il triregno e oggi non lo vuole il suo Successore. Non è il tempo, infatti, di tornare ad un rito e a quello che, forse ingiustamente, è stato considerato come simbolo del potere temporale dei Papi.

Il nostro tempo ci invita, ci spinge, ci obbliga a guardare il Signore e ad immergere in una umile e devota meditazione del mistero della suprema potestà dello stesso Cristo.

Colui che è nato dalla Vergine Maria, il Figlio del falegname – come si riteneva –, il Figlio del Dio vivente, come ha confessato Pietro, è venuto per fare di tutti noi “un regno di sacerdoti”.

Il Concilio Vaticano II ci ha ricordato il mistero di questa potestà e il fatto che la missione di Cristo – Sacerdote, Profeta-Maestro, Re – continua nella Chiesa. Tutti, tutto il Popolo di Dio è partecipe di questa triplice missione. E forse nel passato si deponeva sul capo del Papa il triregno, quella triplice corona, per esprimere, attraverso tale simbolo, che tutto l’ordine gerarchico della Chiesa di Cristo, tutta la sua “sacra potestà” in essa esercitata non è altro che il servizio, servizio che ha per scopo una sola cosa: che tutto il Popolo di Dio sia partecipe di questa triplice missione di Cristo e rimanga sempre sotto la potestà del Signore, la quale trae le sue origini non dalle potenze di questo mondo, ma dal Padre celeste e dal mistero della Croce e della Risurrezione.

La potestà assoluta e pure dolce e soave del Signore risponde a tutto il profondo dell’uomo, alle sue più elevate aspirazioni di intelletto, di volontà, di cuore. Essa non parla con un linguaggio di forza, ma si esprime nella carità e nella verità.

Il nuovo Successore di Pietro nella Sede di Roma eleva oggi una fervente, umile, fiduciosa preghiera: “O Cristo! Fa’ che io possa diventare ed essere servitore della tua unica potestà! Servitore della tua dolce potestà! Servitore della tua potestà che non conosce il tramonto! Fa’ che io possa essere un servo! Anzi, servo dei tuoi servi”.

5. Fratelli e Sorelle! Non abbiate paura di accogliere Cristo e di accettare la sua potestà!

Aiutate il Papa e tutti quanti vogliono servire Cristo e, con la potestà di Cristo, servire l’uomo e l’umanità intera!

Non abbiate paura! Aprite, anzi, spalancate le porte a Cristo!

Alla sua salvatrice potestà aprite i confini degli Stati, i sistemi economici come quelli politici, i vasti campi di cultura, di civiltà, di sviluppo. Non abbiate paura! Cristo sa “cosa è dentro l’uomo”. Solo lui lo sa!

Oggi così spesso l’uomo non sa cosa si porta dentro, nel profondo del suo animo, del suo cuore. Così spesso è incerto del senso della sua vita su questa terra. È invaso dal dubbio che si tramuta in disperazione. Permettete, quindi – vi prego, vi imploro con umiltà e con fiducia – permettete a Cristo di parlare all’uomo. Solo lui ha parole di vita, sì! di vita eterna.

Proprio oggi la Chiesa intera celebra la sua “Giornata Missionaria Mondiale”, prega, cioè, medita, agisce perché le parole di vita del Cristo giungano a tutti gli uomini e siano da essi accolte come messaggio di speranza, di salvezza, di liberazione totale.

6. Ringrazio tutti i presenti che hanno voluto partecipare a questa solenne inaugurazione del ministero del nuovo Successore di Pietro.

Ringrazio di cuore i Capi di Stato, i Rappresentanti delle Autorità, le Delegazioni di Governi per la loro presenza che mi onora tanto.

Grazie a voi, Eminentissimi Cardinali della Santa Chiesa Romana!

Vi ringrazio, diletti Fratelli nell’Episcopato!

Grazie a voi, Sacerdoti!

A voi Sorelle e Fratelli, Religiose e Religiosi degli Ordini e delle Congregazioni! Grazie!

Grazie a voi, Romani!

Grazie ai pellegrini convenuti da tutto il mondo!

Grazie a quanti sono collegati a questo Sacro Rito attraverso la Radio e la Televisione!

7. Do Was sie zwracam umilowani moi Rodacy, Pielgrzymi z Polski, Bracia Biskupi z Waszym Wspanialym Prymasem na czele, Kaplani, Siostry i Bracia polskich Zakonów – do Was, Przedstawiciele Polonii z calego swiata.

A cóz powiedziec do Was, którzy tu przybyliscie z mojego Krakowa, od stolicy sw. Stanislawa, ktorego bylem niegodnym nastepca przez lat czternascie. Coz powiedziec? Wszystko co bym mogl powiedziec bedzie blade w stosunku do tego, co czuje w tej chwili mofe serce. A takze w stosunku do tego, co czuja Wasze serca.

Wiec oszczedzmy slów. Niech pozostanie tylko wielkie milczenie przed Bogiem, ktore jest sama modlitwa.

Prosze Was! Badzcie ze mna! Na Jasnej Gorze i wszedzie! Nie przestawajcie byc z Papiezem, który dzis prosi slowami poety “Matko Boza, co Jasnej bronisz Czestochowy i w Ostrej swiecisz Bramie”!i do Was kieruie te slowa w takiej niezwyklej chwili.

È stato questo un appello ed un invito alla preghiera per il nuovo Papa, appello espresso in lingua polacca. Con lo stesso appello mi rivolgo a tutti i figli ed a tutte le figlie della Chiesa Cattolica. Ricordatemi oggi e sempre nella vostra preghiera.

Aux catholiques des pays de langue française, j’exprime toute mon affection et tout mon dévouement! Et je me permets de compter sur votre soutien filial et sans réserve! Puissiez-vous progresser dans la foi! A ceux qui ne partagent pas cette foi, j’adresse aussi mon salut respectueux et cordial. J’espère que leurs sentiments de bienveillance faciliteront la mission spirituelle qui m’incombe et qui n’est pas sans retentissements sur le bonheur et la paix du monde!

To all of you who speak English I offer in the name of Christ a cordial greeting. I count on the support of your prayers and your good will in carrying out my mission of service to the Church and mankind. May Christ give you his grace and his peace, overturning the barriers of division and making all things one in him.

Einen herzlichen Gruss richte ich an die hier anwesenden Vertreter und alle Menschen aus den Ländern deutscher Sprache. Verschiedene Male – und erst kürzlich durch meinen Besuch in der Bundersrepublik Deutschland – hatte ich Gelegenheit, das segensreiche Wirken der Kirche und Ihrer Gläubigen persönlich kennen und Schätzen zu lernen. Lassen Sie Ihren opferbereiten Einsatz für Christus auch weiterhin fruchtbar werden für die grossen Anliegen und Note der Kirche in aller Welt. Darum bitte ich Sie und empfehle meinen neuen apostolischen Dienst auch Ihrem besonderen Gebet.

Mi pensamiento se dirige ahora hacia el mundo de la lengua española, una porción tan considerable de la Iglesia de Cristo. A vosotros, Hermanos e hijos queridos, llegue en este momento solemne el afectuoso saludo del nuevo Papa. Unidos por los vínculos de una común fe católica, sed fieles a vuestra tradición cristiana, hecha vida en un clima cada vez más justo y solidario, mantened vuestra conocida cercanía al Vicario de Cristo y cultivad intensamente la devoción a nuestra Madre, María Santísima.

Irmaos e Filhos de língua portuguesa: como “servo dos servos de Deus”, eu vos saúdo afectuosamente no Senhor. Abenoando-vos, confio na caridade da vossa oraao, e na vossa fidelidade para viverdes sempre a mensagem deste dia e deste rito: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!”.

[Omissis, testo in lingua russa]

Apro il cuore a tutti i Fratelli delle Chiese e delle Comunità Cristiane, salutando, in particolare, voi che qui siete presenti, nell’attesa del prossimo incontro personale; ma fin d’ora vi esprimo sincero apprezzamento per aver voluto assistere a questo solenne rito.

E ancora mi rivolgo a tutti gli uomini, ad ogni uomo (e con quale venerazione l’apostolo di Cristo deve pronunciare questa parola: uomo!).

Pregate per me!

Aiutatemi perché io vi possa servire! Amen.
Guilherme Oliveira Martins | quarta-feira, abril 06, 2005 | |



João Paulo II


Diz-se aqui:

“John Paul II was formed by the twin dramas of twentieth-century European history—Fascism and Communism—and yet, to his sorrow, he watched the Church in Europe lose ground. In Great Britain and France, the number of churchgoing Catholics has declined by fifty per cent since the Second World War; in the United States, bishops are deeply divided over the Pope’s absolutism on so many issues and the dispiriting effect it has had on the number of churchgoers and young men seeking the priesthood. The growth in the Catholic Church, and perhaps its dominant future, has been in Africa and Asia. In recent years, the Pope has tried to make historical amends—asking forgiveness, for example, for the Church’s failure to speak out against the persecution of the Jews. And yet some critics, such as the biographer John Cornwell, have written that the Pope, by not stepping down when he became ill, left power in the hands of Vatican neo-conservatives, who failed to act persuasively on crises ranging from aids to sexual abuse by priests”.
Guilherme Oliveira Martins | quarta-feira, abril 06, 2005 | |

terça-feira, abril 05, 2005

Ainda Schiavo


Num post do Jansenista, discute-se o caso Schiavo. O Jansenista procura demonstrar que a decisão judicial é legalmente inatacável. Apesar de ser moralmente reprovável. Quer-me parecer que não é bem assim, até porque ao representante legal não pode ser tudo permitido.
A argumentação do Jansenista parece-me ter uma falácia decisiva. Começa por dizer que o raciocínio jurídico é auto-suficiente e despegado de qualquer reflexão moral («Este é o quadro jurídico, que não invalida, como é óbvio, toda e qualquer consideração moral, social, médica, política ou bioética»). Até aqui ainda não saímos de Konigsberga e vai tudo muito bem.
Mas como dizer então, de seguida, que a manutenção do suporte vital é «fútil no sentido de que não interfere com o valor dos Quality Adjusted Life Years (o critério dominante nos hospitais de todo o mundo)» e que «O que sucede é que normalmente (mas nem sempre) qualquer recém-nascido tem um valor elevado para os QALY»? O que é tudo isso senão um exercício moral-valorativo? Quando aplico o QALY não estou a fazer mais do que aquilatar (em termos quantificáveis) o valor da vida à luz de uma rácio qualidade (o que é a qualidade?)/anos de vida.
O QALY é, assim, uma corporização de um utilitarismo de regras. Pura moral. Pura ética. E aqui chegados cumpre dizer: afinal, em causa só está a contraposição entre dois corpos moral-normativos e não entre um corpo jus-normativo e um corpo moral-normativo.
Em suma: não se tratará de saber qual das morais é melhor? A da utilidade ou a da santidade? E porque é que a minha não é atendível, mas só a outra?

Jagoz | terça-feira, abril 05, 2005 | |

A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



Pickup on South Street, SAMUEL FULLER



The Bostonians, JAMES IVORY (real.)



In the Mood for Love, KAR WAI WONG, 2001



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