O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



Os Impecáveis









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segunda-feira, janeiro 31, 2005

Mais do mesmo


A (pré) campanha eleitoral corre os seus termos. Saltemos os pruridos: neste momento, não se discute outra coisa senão a inclinação sexual do candidato socialista. Seja de forma velada ou mais aberta.
A «maré» vem do lado laranja. Tentam poluir a imagem do concorrente adversário. Ninguém diz com todas as letras, como é natural, que o Secretário-Geral do Partido Socialista é homossexual. E ninguém o diz por duas razões. Primeiro, porque não têm a certeza -- se tiverem, não deixa de ser curioso e talvez seja até revelador. Em segundo lugar, porque se o dissessem não produziriam o efeito desejado. Se alguém disser que fulano A é homossexual, essa asserção não terá qualquer efeito na sua imagem de integridade para exercer um certo cargo. É homossexual? E então? Portugal é conservador; mas não é feito de trogloditas. Já a insinuação, porém, tem outro efeito -- o efeito aqui desejado. A insinuação, a intriga, o boato, a ironia de virtudes, a piada ambígua a puxar para a braguilha: essas sim, têm um efeito demolidor. Por isto: porque transmitem a ideia de que o candidato tem algo de podre, secreto, sórdido, algo oculto que merece vergonha. Aquele candidato é alguém de quem se pode expor vícios.
Ou seja, se o for dito abertamente, o homem é homossexual e não há muito a dizer; mas se o for dito de forma velada, o homem tem algo de sujo e oculto, que permite uma dupla avaliação do seu carácter. É este o jogo que um partido está a fazer em seu benefício.
É desnecessário dizer que tudo isto é sórdido. Mas vou dizer à mesma. Tudo isto é do mais degradante que se pode trazer para o debate político. É degradante do ponto de vista político e do ponto de vista pessoal.
Mas, note-se bem!, não é novo. Um ilustre político, a certa altura, acabava os seus comícios a dizer que «nós, quando saímos daqui, vamos para casa ter com as nossas legítimas mulheres». Talvez hoje já ninguém se recorde dessa insigne página.
É, aliás, por isto que Eça dizia que as senhoras de Lisboa já não recebiam políticos «por terem nojo». É por tudo isto.

Jagoz | segunda-feira, janeiro 31, 2005 | |

domingo, janeiro 30, 2005

Outras (pre)ocupações


Os níveis de aquecimento do planeta estão a registar aumentos inquietantes. Para ler aqui.

JZM | domingo, janeiro 30, 2005 |



Tema de Campanha II




Melhor urbanismo e... mais urbanidade.

JZM | domingo, janeiro 30, 2005 |

sábado, janeiro 29, 2005

Nos 60 anos do fim do holocausto...



O trabalho liberta... Posted by Hello
Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 29, 2005 | |



A (fiscal)idade...




... e as profissões de "desgaste rápido".



JZM | sábado, janeiro 29, 2005 |

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Tema de Campanha






JZM | sexta-feira, janeiro 28, 2005 |

terça-feira, janeiro 25, 2005

O massacre eleitoral



Depois de 20 de Fevereiro, apenas um ficará... Posted by Hello

O nosso PR pede moderação na campanha eleitoral. Não obstante a descida de temperatura nacional, a campanha está muito quente: desde a colocação de narizes encarnados em todos os cartazes da capital (menos os da CDU!!!) até às indirectas sobre pretensas cobardias dos líderes concorrentes quanto a debates eleitorais. Poderá a campanha descer ainda mais de nível? Onde está a discussão de temas relevantes para a sociedade?

Guilherme Oliveira Martins | terça-feira, janeiro 25, 2005 | |

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Auto-Estradas, Discurso do Método e XPTO





JZM | segunda-feira, janeiro 24, 2005 |

sábado, janeiro 22, 2005

Encontrado na arca 15 (continuação do Jansenista)



Posted by Hello


Posted by Hello
Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 22, 2005 | |



O Sétimo Selo



Det Sjunde inseglet (1957), Ingmar Bergman Posted by Hello

"Quando Ele abriu o sétimo selo, fez-se no Céu um silêncio de cerca de meia hora. Depois vi os sete anjos que estavam diante de Deus e foram-lhes dadas sete trombetas. Veio então outro anjo com um incensário de ouro e pôs-se junto do altar. Entregaram-lhe muitos perfumes para que os oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E o fumo dos perfumes subiu da mão do anjo, com as orações dos santos, até diante de Deus. Depois, o anjo tomou o incensário, encheu-o com o fogo do altar e lançou-o sobre a terra: houve vozes, trovões, relâmpagos e terramotos. Os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se, então para tocar" (Apocalipse 8, 1-6)

Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 22, 2005 | |

sexta-feira, janeiro 21, 2005

Facing facts


As eleições iraquianas são tema de longas discussões. E bem. A minha opinião (resumida) é a de que nem por sombras se deve suspender o acto eleitoral. A correcção desta opção afere-se pela inexistência de outra que seja viável. Enunciemos a opinião oposta:
1. Os iraquianos xiitas querem eleições;
2. Os iraquianos sunitas não querem eleições;
3. Os iraquianos sunitas cometem atentados contra os iraquianos xiitas para impedir as eleições;
4. As NU não deviam realizar as eleições enquanto houver atentados.
De onde eu venho, isto chama-se capitular. Na sua bondade, o argumento diz: «não deve haver eleições porque não há condições. O eleitor iraquiano não será livre, o seu voto não será livre, porque está a ser coagido pelos atentados». Sucede que o atentado não se destina a direccionar o voto. Destina-se a impedir o voto. Votar é vencer o terrorismo. Votar é libertar-se.
PS - Ora ainda bem que o nosso Governo não se lembrou de fazer atentados. Teríamos a pátria intellegentsia de esquerda a clamar pelo adiamento do acto eleitoral. Ou se calhar não, neste caso...

Jagoz | sexta-feira, janeiro 21, 2005 | |

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Nomeações para quê?


Estamos num país de características diferentes...
Temos o sol, a praia, a cordialidade e a hospitalidade lusitanas, o amor pela boa comida e bebida, enfim várias características bem portuguesas que nos distinguem dos demais... Mas não é só isto! Também temos o habitual deixa andar, laxismo, classes dirigentes que mais não são que o reflexo de falta de preparação, falta de coordenação, de objectivos e de seriedade.

Sim, só assim se explica o carreirismo existente em relação a uma série de personalidades sem profissão, carreira, currículo, sem onde cair mortos que não na política! A quantidade de nomeações publicadas em vésperas de eleições assim o demonstram...

Não tem qualquer cabimento realizar nomeações nesta altura, quando se aproximam eleições e este fenómeno parece que se repete invariavelmete quando as eleições se aproximam, independentemente de quem esteja no governo. Das duas uma, ou os nomeados são fundamentais para o desenvolvimento de áreas para as quais o país não pode esperar (e aí, apenas se lamentará o facto de não terem sido nomeados em tempo “útil”), ou então a ideia é garantir uma série de cargos a colaboradores/amigos, de forma a poderem usufruir durante alguns meses de benefícios do Estado, sobrecarregando ainda mais os encargos públicos, o que é uma vergonha para qualquer governante.

Fala-se de seriedade, de mudar o país, de mudar mentalidades, de grandes projectos para combater fraudes e nem se consegue combater estas fraudes que são estes fantasmas e esta falta de escrúpulos da classe política. Acho bem que se mude antes de mais a classe dirigente nacional... Seria um bom começo e, quem sabe, pode ser que assim se consiga criar uma base que permita melhorar efectivamente o país!

P.S. Mais uma vez PSL continua a insistir em demonstrar o quão impreparado está para exercer a liderança do país. É inacreditável como ele faz tudo sozinho! Porque é que insiste? Até Vices seus já anunciam a possibilidade de se candidatarem à liderança do partido após as eleições (o que é falta de lealdade e solidariedade na minha opinião - algo em que PSL também nunca foi um exemplo). Nem no nome de pessoas nomeadas pelo Eng. Sócrates em vésperas de Durão Barroso tomar posse como Primeiro-Ministro consegue acertar. O que virá a seguir?

Churchill | quinta-feira, janeiro 20, 2005 | |

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Pirro



Posted by Hello

Apresentando o A380 às massas, Tony Blair disse que o projecto é um símbolo do poderio económico europeu -- na verdade e implicitamente, da União Europeia. Em bom rigor, Tony Blair tentou «colar» o trajecto do projecto Airbus -- crescendo e ultrapassando os concorrentes americanos e europeus em todos os campos -- ao trajecto da economia da União e da própria União.
Bonito. Mas falso. Todos os dados estatísticos apontam que o crescimento das economias americana, japonesa, chinesa e indiana é (e será) superior ao da europeia. Mais: é consabido que a economia europeia tem problemas estruturais muito próprios que lhe tiram fôlego nesta maratona. Nomeadamente: a situação de quase-catástrofe dos sistemas de segurança social (abordada pelo JZM ali em baixo); sistemas fiscais pouco apelativos; regras laborais claramente desvantajosas, na óptica do empregador; inexistência de mobilidade profissional; empobrecimento da qualidade dos altos quadros públicos e privados e das universidades; inexistência de uma estrutura política de integração que aborde o fenómeno económico como um todo europeu; inexistência de uma política externa e militar concebida em função da economia europeia vista como um todo. Resta dizer que os nossos concorrentes não têm estes problemas.
Por isso, o futuro não é risonho. Não estamos na «crista na onda». Estamos em queda e, se quisermos sobreviver, temos de perceber que o tempo é de recomeçar de novo antes que seja tarde demais. É tempo de compromissos e de sacrifícios.

PS - Ainda não percebi o porquê de não ser «Anthony» Blair. Porquê «Tony»? Porquê 'Tóino? Not very proper.

Jagoz | quarta-feira, janeiro 19, 2005 | |



Insegurança Social





A privatização do sistema de Segurança Social encontra-se em franco debate nos EUA. Depois de Bush, em vésperas de nova posse presidencial, ter afirmado que o sistema de segurança social norte-americano está a "rebentar pelas costuras", e numa altura em que na Rússia a contestação à "reforma social" de Putin sobe de tom, a manutenção de um seguro social obrigatório de natureza estadual é, mais tarde ou mais cedo, uma questão que vai ter de ser amplamente discutida e, mais do que isso, encarada politicamente de frente.
Sabendo-se que a moderna Segurança Social encontra a sua raíz no sistema de seguro social obrigatório alemão de Bismarck - após o célebre discurso ao Reichstag (1881), materializado na criação de seguros de doença (1883), de acidentes de trabalho (1884) e de velhice e de invalidez (1889), sendo depois fortemente incrementado com o plano Beveridge (1942-1944) -, a verdade é que a concretização de medidas de protecção social, desde os fins do século XIX, até meados do século XX, combinou, em variados graus, as iniciativas particulares e públicas: os desígnios de criação de um regime mínimo e igualitário de previdência, determinados pelas necessidades de assegurar a subsistência condigna de todos os trabalhadores (= manifestação do Estado-Providência tendente a garantir o direito à segurança social), raras vezes foram considerados incompatíveis com a existência de benefícios complementares assegurados pelas instituições de previdência (exemplo da banca).
Todavia, a importância social de um sistema de segurança social comunitariamente sustentado e economicamente equilibrado tem recolocado no epicentro das reformas anunciadas o financiamento destes sistemas : (i) o aumento crescente da população, em conjugação com (ii) o prolongamento da esperança de vida dos pensionistas contemporâneos, com (iii) a evolução a taxa reduzida das contribuições que entram no sistema, com (iv) a insuficiência quase crónica das transferências do Orçamento do Estado para a Segurança Social e com (v) o crescimento total das receitas sociais a um ritmo inferior aos das despesas sociais com os beneficiários, gerou, um pouco por toda a parte, custos dificilmente comportáveis, que abalaram a sustentabilidade do sistema.
Se a eleição de vias financeiras destinadas à manutenção do acquis social presente (designadamente, regimes de protecção complementar) aparece teoricamente entrecruzada com a procura dos tão ansiados objectivos económicos de rentabilização social, a forte constância dos pesos relativos das várias cohortes geracionais não está definitivamente assegurada. E se esta incerteza gerou, nos últimos anos, e entre nós, um reforço significativo da vertente de capitalização na esfera das pensões de velhice, invalidez ou sobrevivência asseguradas por contribuições obrigatórias, a verdade é que a taxa de rentabilidade do regime de capitalização, num horizonte de médio longo prazo, é, em média, significativamente superior à do regime de repartição, como a evidência empírica dos últimos 30 anos comprova, desenhando-se, também por isso, uma tendência acentuada para o reforço da vertente significativa de capitalização na esfera das pensões asseguradas pelas contribuições obrigatórias.
Estando-se perante uma matéria que, atenta a quase irreprimível sobreavaliação das receitas e tendencial subavaliação da despesa, vai marcar o futuro de muitos portugueses, as propostas, com cambiantes várias, estão : fórmulas de cálculo das pensões muito mais simples que as actuais, aplicáveis a todos os beneficiários activos (objectivo: redução significativa do problema da insustentabilidade financeira de longo prazo do sistema, estimado para 2028), incentivos financeiros destinados ao "adiamento" da idade da reforma para além dos 65 anos (destinatários: todos os beneficiários activos, incluindo os que no futuro receberão pensões mínimas, e ainda os seus empregadores: aponta-se para os 70 anos), regras para o aumento anual das pensões que garantam um ganho moderado em termos reais, e contas pessoais de reforma que, mediante entregas regulares, visam o pagamento aos 65 anos de um razoável complemento de pensão por capitalização, e que, ao menos quanto aos agentes de mais baixo rendimento, devem ser comparticipadas pelo Estado (sucedâneos da anunciada abolição dos benefícios fiscais associados aos PPRs, e que, à partida, se revelam socialmente mais justos, não agravando a despesa).
Porque, segundo os relatórios sobre a execução orçamental do Tribunal de Contas, o saldo global da Segurança Social passou de 661 milhões de euros em 2002, para 517 milhões em 2003, e situou-se em 392 milhões no ano passado - o que representa uma descida de 40 por cento em dois anos e de 24 por cento só em 2004 -, a revisão das formas de financiamento do sistema, a par da elevação da idade necessária à recepção integral da pensão de reforma por velhice (alongamento = menos anos de pagamento de pensões + anos de pagamento de IRS) e da recorrente unificação absoluta de regimes (CGA e SS), são temas que exigem um discurso político responsável e que prime pela clareza. Eis uma das principais incumbências dos decisores públicos.

JZM | quarta-feira, janeiro 19, 2005 |

terça-feira, janeiro 18, 2005

O que nos espera: réplica...


Lamento, mas não posso deixar de discordar, respeitosamente, com as afirmações do venerável irmão António da Grande Loja. Senão vejamos:

1) Quanto à redução nos escalões de IRS - foi um erro político, mas as expectativas geradas para o ano de 2005 estão já delineadas - fará sentido alterar/aumentar os escalões de IRS a meio do ano? Na liquidação, que taxas aplicar, sem lesão das legítimas expectativas dos contribuintes?

2) Sobre a manutenção do corte nos benefícios fiscais - a extrafiscalidade (excepcional) dos benefícios fiscais evidencia a sua temporalidade! Será que o benefício fiscal mantém a sua natureza se perdurar mais de 5 anos? Sobre este assunto ler o artigo 14º, n.º 1 da Lei Geral Tributária e retirar ilacções quanto ao prazo de 5 anos de duração (mínima/máxima) dos benefícios fiscais.

3) O pleno emprego é prejudicial à economia? Não partilho dessa opinião, no pressuposto que existe um nível de desemprego que não é acelerado pela inflação (a NAIRU, ou melhor, a taxa natural de desemprego) que representa a eficiência macroeconómica, ou seja, a coincidência entre o PIB real e o PIB potencial.

4) Algo útil para compreensão do incentivo à competitividade empresarial é a nova teoria dos três diamantes do bem estar, na qual se evidencia a necessidade de o Estado conjungar a organização empresarial, políticas de produtos segmentadas, forma de implantação, parcerias estratégicas, adaptação às condições locais, tendo em vista a eficiência das políticas de gestão empresarial e, consequentemente, a criação de novos postos de trabalho (e porque não os 75.000?). Teoria? Não apenas, porquanto o Estado deve tomar consciência que os velhos instrumentos macroeconómicos financeiros e monetários estão ultrapassados, porque dominados por entidades supranacionais.

Guilherme Oliveira Martins | terça-feira, janeiro 18, 2005 | |



Happy Birthday



Happy Birthday Mr. Churchill! Posted by Hello
Guilherme Oliveira Martins | terça-feira, janeiro 18, 2005 | |

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Re:Re:Re


Caro Impecável Tiago,

O título do post, ao contrário do que uma visão deformada das coisas pode sugerir, não significa qualquer ranger de dentes. Goste-se, ou não, o respeito pela opinião alheia, que não necessariamente unanimismo ou concordância, é um bom princípio. Por isso, satisfaz-me saber que não queres radicalizar o assunto. O radicalismo é mau conselheiro e, sendo desnecessário filosofar muito, não leva a lado algum.
Quanto a Habermas, cujo “Pensamento Pós-Metafísico” foi editado recentemente pela Almedina (tradução de Lumir Nahodil) e que é conhecido por ter construído uma obra assinalável em confronto com as posições de um conjunto de autores, vale a pena ler o que diz na nota de apresentação o Prof. António Manuel Martins, da Universidade de Coimbra: “para além de uma carreira brilhante (…) é um dos autores alemães mais conhecidos e mais produtivos no âmbito da filosofia e das ciências sociais”. Bem gostaríamos. Por mais que tentemos explicar como é que a filosofia sobreviveu ao caso “Sokal”, não chegamos lá. E não é por falta de tempo. Porventura, a explicação estará no mito do contexto. Ou, quiçá, apenas no (pre)texto.

JZM | segunda-feira, janeiro 17, 2005 |



Derrida, Sokal e etc. (Re:Re)


Caro Impecável JZM,
Recebi a tua resposta. Pensei, por momentos, que fosses explicar como é que certa «filosofia» sobreviveu ao «caso Sokal». Debalde.
Em todo o caso, e para não radicalizar o assunto, reproduzo as palavras de Popper acerca de Habermas -- aplicando-as mutatis mutandis a Derrida:


«Acho difícil debater qualquer problema sério com o Professor Habermas. Tenho a certeza de que é perfeitamente sincero. Mas penso que não sabe como colocar as coisas de modo simples, claro e modesto, em vez de um modo impressionante. A maior parte do que diz parece-me trivial. O resto parece-me errado» (Mito do Contexto).


Jagoz | segunda-feira, janeiro 17, 2005 | |



O Impecável em re:contraditório


Impecável Tiago,

Derrida, ao contrário de muitos, é um filósofo de referência. Sendo pouco razoável que uma amizade genuína se compagine com “aborrecimentos” gerados por um eventual silêncio em torno de uma referência filosófica - se tal acontecesse, aí sim, apesar de não conhecer qualquer rei e sem prejuízo do meu republicanismo, abalançar-me-ia a dizer que metaforicamente “o rei vai nu” -, “penso eu de que” o dito obscurantismo vai quase sempre associado ao radicalismo e ao suposto axiomatismo.
Bem lido o post, e relido o link, o que lá está é que o pensamento de Derridas é um “bom ponto de partida”. Não esquecendo que “o espírito mais penetrante precisa da ajuda do tempo para garantir por segundos pensamentos a justiça dos primeiros” (Henri Aguesseau, Mercuriais: fundamental), se dele se quer fazer um “bom ponto de chegada” (a interrogação também lá está), esse é um problema de quem parte. Que depende, em larga medida, das atitudes e dos caminhos que se tomam.

JZM | segunda-feira, janeiro 17, 2005 |



Viva Sokal (o Impecável em contraditório)


Ali em baixo, o Impecável JZM mencionou Derrida. Mais: abordou (em jeito de louvor) o «neo-estruturalismo francês». Está no seu direito, claro. Mas para evitar aborrecimentos com outros amigos meus, tenho é de esclarecer que essa é a opinião do JZM e não a minha. Derrida e quejandos foram (e são) uma poluição obscurantista no pensamento filosófico e científico. Basta dizer que, na sua tese, o homem não morreu; poderá ter-se desconstruído (se é que existia neste mundo -- se é que este mundo existe -- se é que a palavra «mundo» existe; e por aí fora...).

PS - Como é possível, JZM? Depois de se ter mostrado que o rei ia nu?..

Jagoz | segunda-feira, janeiro 17, 2005 | |



Modelos de cartazes de campanha...


Já que está muito na moda a apresentação de cartazes de campanha com a família política, aqui ficam algumas sugestões, porque o passado é o nosso melhor ensinamento:


Que líderes escolher? Não há melhor... Posted by Hello


Uma campanha mais formal... Posted by Hello


E porque não um político a cavalo? Posted by Hello


Uma trupe de líderes mais informal... Posted by Hello
Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, janeiro 17, 2005 | |



Estátuas equestres: Pedro O Grande (São Petersburgo)



Pedro o Grande, em frente ao Castelo Mikhailovsky (São Petersburgo) Posted by Hello

Estátua erigida em 1800, de acordo com o projecto do renomado escultor italiano Carlo Rastrelli, finalizado antes de 1725 (ano do falecimento de Pedro O Grande). O monumento foi executado em bronze e está sobre um pedestal em mármore, no qual se retratam as batalhas de Poltava (1709) e de Hango (1714), nas quais o referido imperador venceu o exército sueco, com a ajuda da Finlândia.
Este exemplar foi retirado do local durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto durou o cerco alemão. O monumento foi restaurado e colocado no local original em 1945.


Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, janeiro 17, 2005 | |



Overcoming




Para compreender, a partir de Jacques Derrida (e, em geral, dos autores do neo-estruturalismo francês), a diferença categorial entre ficção e realidade, que torna, em si mesma, transparente a operação da criação de “um mundo novo” e que aprova o conhecimento objectivante da natureza a partir da autoconsciência, este syntagmata é um “bom ponto de partida”.
Resta saber se a exigência de que a coisa seja em si mesma racional ou de que a razão seja dedutível de si mesma - com vista a afastar a subjectivação a que a verdade fica sujeita quando é procurada na simples extensão da subjectividade à intersubjectividade – é já um “bom ponto de chegada”: é que as coordenadas, essas, dependem sempre do caminho que se escolhe. Assim haja caminhos. Ou, mais realisticamente, assim haja escolha.

JZM | segunda-feira, janeiro 17, 2005 |

domingo, janeiro 16, 2005

"Gratiae invisibilis visibilia signa"



Holbein, "The Ambassadors" Posted by Hello

O enigma de Holbein está no chão representado no quadro - o chão da Abadia de Westminster,- que representa a cruz de David, e que é muito similar ao padrão da capela Sistina, salvo a caveira tridimensional evidenciada...

Guilherme Oliveira Martins | domingo, janeiro 16, 2005 | |



O Eu...



Lost Highway, 1997 Posted by Hello

"Alles Verg�ngliche
Ist nur ein Gleichnis;
Das Unzul�ngliche,
Hier wird's Ereignis;
Das Unbeschreibliche,
Hier ist's getan;
Das Ewigweibliche zieht uns hinan."

(Chorus Mysticus, Goethes Faust)

Quem sou EU e o que faço? Faço por viver ou vivo para fazer? Será que cada acção define o EU, ou sou EU que define o meu agir? Cada dia que passa gera um novo EU. No entanto os dias passam e o meu EU cresce, erra, acerta, experimenta, para depois no fim descobrir que só sou EU, porque os outros assim o reconhecem, ou não...


Guilherme Oliveira Martins | domingo, janeiro 16, 2005 | |



Always somewhere


Depois de praticar escalas pentatónicas na minha guitarra eléctrica, nada melhor do que recordar os meus encontros e desencontros da adolescência, bem retratados, na também letra da minha juventude, pelos germânicos "Scorpions":

"Arrive at seven the place feels good
No time to call you today
Encores till eleven then Chinese food
Back to the hotel again

I call your number the line ain't free
I like to tell you come to me
A night without you seems like a lost dream
Love I can't tell you how I feel

Always somewhere
Miss you where I've been
I'll be back to love you again

Another morning another place
The only day off is far away
But every city has seen me in the end
And brings me to you again

Always somewhere
Miss you where I've been
I'll be back to love you again"

Guilherme Oliveira Martins | domingo, janeiro 16, 2005 | |



Esforço "concertado"






JZM | domingo, janeiro 16, 2005 |

sábado, janeiro 15, 2005

Distâncias?




Sob o impacto das primeiras imagens enviadas pela sonda Cassini-Huygens a partir de Titã - a maior lua de Saturno -, fica à reflexão a recomendação do MNE que desaconselha os jornalistas portugueses a cobrir as eleições. No Iraque, claro.

JZM | sábado, janeiro 15, 2005 |



Esquinas






JZM | sábado, janeiro 15, 2005 |



Virtual Country House






JZM | sábado, janeiro 15, 2005 |



O Governo da Incubadora e a crueldade dos colegas



Jean Pierre Léaud na pele de Antoine Doinel... Posted by Hello

Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 15, 2005 | |



Pergunta pertinente e verdade muito pouco fácil!



O descanso dos guerreiros... Posted by Hello

Leio e releio os mapas do OE para 2005 e, à semelhança do ano passado, fica uma questão a que não consigo responder: Porque razão o Ministério da Defesa Nacional tem orçamentada despesa para o Gabinete dos membros do Governo no valor de 159.351.982,00 Euros, enquanto que a média de gastos de um Gabinete de qualquer outro Ministério ronda os 4.000.000,00 Euros?

Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 15, 2005 | |



Verdades fáceis: réplica...


Em resposta à Grande Loja do Queijo Limiano (ver este post, e os seus intermináveis comentários) aqui vão duas verdades fáceis (provocatórias):

1) "A budget tells us what we can't afford, but it doesn't keep us from buying it" (William Feather);

2) "The budget evolved from a management tool into an obstacle to management" (Charles Edwards).

Para quê preocuparmo-nos com a redução da despesa? Como o nosso camarada Irreflexões refere, há níveis de despesa impossíveis de conter (despesa com pessoal e despesas sociais). Negar a despesa significará negar o Estado Social em que estamos inseridos!

Guilherme Oliveira Martins | sábado, janeiro 15, 2005 | |

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Receitas e Despesas pela Europa...



Fonte: Public Finance in EMU (2004) Posted by Hello

Não estamos sós! Contam-se pelos dedos os países da UEM que apresentam as contas equilibradas (consulte-se o quadro acima).
No caso português a evolução da despesa é mesmo no sentido do crescimento. Repare-se que as previsões da OCDE apontam para um défice próximo dos 3,9 % do PIB em 2006. Nessa altura as medidas extraordinárias serão evidentemente mais escassas e, infelizmente, não temos os fundos do Plano Marshall que a Alemanha ainda dispõe e orçamenta anualmente.


Guilherme Oliveira Martins | sexta-feira, janeiro 14, 2005 | |

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Showcase?





JZM | quinta-feira, janeiro 13, 2005 |



Real FunPark






JZM | quinta-feira, janeiro 13, 2005 |



O Tal Canal






JZM | quinta-feira, janeiro 13, 2005 |

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Country house






JZM | quarta-feira, janeiro 12, 2005 |



Genoma dixit




Em Espanha desaparecem, por ano, cerca de 10000 pessoas. Sem deixar qualquer rasto, são cerca de 2500. Com vista a ajudar todos os que procuram os desaparecidos, a Guardia Civil dispõe agora de um programa de identificação genética (Fenix), que promete resultados bastante satisfatórios (Reportaje). Definitivamente, investigação criminal e genética são cada vez mais elos da mesma cadeia. Até ver, em Espanha.

JZM | quarta-feira, janeiro 12, 2005 |

segunda-feira, janeiro 10, 2005

A parte pelo todo ou o todo pela parte?


No dia em que se conhece o resultado de uma pesquisa feita por um investigador colombiano que conclui que até os ratos conseguem distinguir idiomas (a confirmação, via DD, vem no Journal of Experimental Psychology), e enquanto não se vêm os primeiros frutos do ambicioso esforço científico lançado pelo magnata americano Paul Allen (co-fundador da Microsoft) – falamos, claro, do Atlas do Cérebro, que visa o estabelecimento de um mapa tridimensional com vista a uma resolução apta ao visionamento do nível molecular cerebral, para o que se procura, a final, a identificação dos neurotransmissores que produzem determinados tipos de neurónios -, um estudo da Universidade de Cambridge vem adensar os segredos em torno do cérebro.
Sguedno um etsduo da Uinvesriadde, a oderm das lertas nas pavralas não tem ipmortnacia qsuae nnhuema. É msemo veadrde! O que ipmrtoa é que a prmiiera e a utlima lreta etsajem no lcoal cetro.
De rseto, pdose ler tduo sem gardnes dfiilcuddaes... Itso, prouqe o crebéro lê as pavralas cmoo um tdoo e nao lreta por lerta...

JZM | segunda-feira, janeiro 10, 2005 |



Grito de súplica...



"The Tenant" (1976), Roman Polanski Posted by Hello

Mais uma recessão mundial que se avizinha? Resta-nos gritar e recear o suicídio da comunidade económica e política...

Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, janeiro 10, 2005 | |

A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



Pickup on South Street, SAMUEL FULLER



The Bostonians, JAMES IVORY (real.)



In the Mood for Love, KAR WAI WONG, 2001



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