O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



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terça-feira, fevereiro 13, 2007

Silêncio - no hay banda...



Ouço e volto a ouvir. Quero perceber que não há banda presente, e no entanto o silêncio apodera-se da sala, sem que faça pressentir qualquer tipo de embaraço. O filme é enigmático, sem história aparente, mas a música magistral.
"E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!"

Guilherme Oliveira Martins | terça-feira, fevereiro 13, 2007 | |

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Perseguição de carros 1



E depois dizem que o cinema contemporâneo não tem cenas memoráveis...
Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, fevereiro 12, 2007 | |



Revejo-me no passado...



...receando o futuro!
Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, fevereiro 12, 2007 | |



Sonho o futuro...



...relembrando o passado.
Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, fevereiro 12, 2007 | |



Glenn Gould : Bach - Keyboard Concerto No.1 D minor BWV 1052



Depois de um dia intenso de pesquisa - um bálsamo para os ouvidos cansados...
Guilherme Oliveira Martins | segunda-feira, fevereiro 12, 2007 | |

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Referendo ao Aborto


Como cidadão, sinto que devo partilhar a minha opinião relativamente ao referendo do próximo dia 11.

Antes de mais nada, devo desde já explicar que sou partidário do Não e que vou votar Não convictamente.

Li e reli uma série de artigos de partidários do Sim e do Não e, reconhecendo que as mulheres não devem ser penalizadas da forma como a lei actual prevê, sinto que tal não é razão suficiente para o Estado e todos nós avalizarmos que uma mulher possa abortar livremente até às 10 semanas, sem precisar de justificar minimamente a sua decisão.

Para começar, um Estado que se diz social com um governo socialista deveria ser o primeiro a procurar de uma forma construtiva apoiar e apresentar alternativas às mulheres e famílias que têm problemas sociais, económicos ou quaisquer outros em oposição a oferecer-lhes o aborto como a solução para todos os problemas! Ora, em vez de dizer que uma mulher grávida será protegida profissionalmente e apoiada financeira e socialmente o que o Estado diz é: Se tens problemas, aborta! Se o teu patrão despede mulheres grávidas, se o teu marido te pressiona, se a família pressiona, se tens medo do futuro, tens uma solução muito fácil, aborta!!

Não compreendo como é que um PCP ou até um BE não pedem políticas de cariz social mas advogam que o aborto em instituições de saúde pública é a solução.

Depois, isto vai acabar com a vergonha que é o aborto clandestino...Ilusões, só mesmo um trotskista ou um marxista leninista, que ainda vivem noutro mundo é que acham que sim! Então e depois das 10 semanas, o que é que acontece? E quem não quer dar a cara? Não quer correr o risco de ser reconhecida?

Dizem que os filhos que estão na barriga das mães não são filhos, não são seres humanos. Ora são o quê? Eu lembro-me de ir ver uma ecografia do meu filho às 8 semanas e de ter ficado impressionado com a imagem dele naquele ecrã. Isso é ser totalmente insensível à vida humana. É frio, insensível e cruel...

Para além disso, vai haver uma nova actividade em Portugal que é o aparecimento das clínicas de abortos, que ainda por cima ouvem o senhor ministro da saúde dizer que se for necessário o Estado paga a realização de abortos em clinicas privadas...Então este não é o mesmo Estado que está a acabar com várias Urgências pelo pa+is fora por contenção de despesas? E o Estado também paga a realização de partos em hospitais privados? Então o Estado paga ao privado para se abortar mas não para se nascer? É uma total discriminação, negativa ainda por cima!

Isto é que se chama criar incentivos aos nascimentos e ao aumento da taxa de natalidade!! Agora já não se vê o nascimento como uma alegria mas antes como um foco de problemas...

Falam em ficarmos civilizados...Na Alemanha criaram-se agora uma série de políticas de incentivo à natalidade porque tinham um problema grave de envelhecimento da população, para o qual a legalização do aborto também contribuiu... Estamos é sempre 20/30anos atrás do resto da Europa! Eles falam em Natalidade e nós no Aborto (tema que a Europa já discutiu há 2/3 décadas atrás).

Ninguém quer prender as mulheres que abortam, temos e devemos é perceber as causas para abortarem e tentar oferecer outras hipóteses, para poderem ter a alegria de criar um filho. O Estado assim consegue é desresponsabilizar-se de oferecer melhores condições de vida à população e da forma mais inteligente de todas: aprovando em referendo o verdadeiro fim do Estado social, passando a decisão para a esfera individual, não necessitando o Estado de fazer mais nada para alterar a situação.

É verdade que este problema foi criado porque os partidos políticos nunca se mostraram interessados em resolver o problema, criando mecanismos de defesa da posição das mulheres sem retirarem aos filhos qualquer espécie de estatuto. Sim, porque para os defensores do Sim um bebé de 10 semanas não é filho não é nada!

Uma última palavra para dizer que, enquanto pai, acho um pouco desapontante o estatuto do pai neste referendo. No final, não temos qualquer interesse, estatuto ou posição a defender caso a mãe queira abortar. A minha opinião não vale pura e simplesmente nada! O Estado considera o pai um salafrário que pressiona e manipula a mulher, não se lembrando dos pais que apoiam e que estão lá do lado das mulheres (que, ao fim e ao cabo, ainda são a maioria!). Eu acho isto no mínimo uma total falta de respeito e de consideração. Repare-se, se a mãe quer abortar e e o pai quer ter o filho, a opinião dele não vale nada, mas se ela quiser ter o filho e ele quiser que ela aborte, ele tem depois de criar, educar e formar uma criança (se se separar da mulher por causa desse nascimento não se escapa da pensão de alimentos para pagar a educação da criança que ele não quis!) A criança não é só da mãe! E o pai? Não tem voz?

Por tudo isto e mais ainda, voto Não. E espero que com a vitória do Não se possa pensar em verdadeiras políticas sociais.

Devo dizer que apoio este governo, tem tido a vida difícil mas tem tido um desempenho bastante positivo e espero ainda mais dele mas, para aprovar esta lei em Referendo não conte comigo!!

Já agora, temos uma Esquerda míope, que agarra numas bandeiras sem ter profundidade de pensamento nem nenhuma política positiva para o país! E assim o PM consegue por o país a falar disto durante um mês sem se discutir os problemas com que se depara a sua governação!!
Churchill | quarta-feira, fevereiro 07, 2007 | |

A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



Pickup on South Street, SAMUEL FULLER



The Bostonians, JAMES IVORY (real.)



In the Mood for Love, KAR WAI WONG, 2001



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