O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



Os Impecáveis









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quinta-feira, novembro 10, 2005

Trivia


O Tribunal da Relação de Lisboa afirmou num Acórdão, c-o-m t-o-d-a-s a-s l-e-t-r-a-s, que o Ministério Público fez uma «tentativa grosseira de manipulação de depoimentos».

Jagoz | quinta-feira, novembro 10, 2005 | |

segunda-feira, novembro 07, 2005

Diletância


Falando um pouco mais a sério: a circunstância de as opiniões se formarem antes mesmo de se apurarem com rigor os factos que as deveriam moldar demonstra bem a indolência da nossa sociedade. Ninguém quer saber da Verdade. As pessoas só querem ter certezas. A certeza não coincidir com a Verdade – eis um problema que só vagamente nos deve preocupar.

Jagoz | segunda-feira, novembro 07, 2005 | |



Pardon my french


Extraordinário País o nosso, que tanto conhece de França. Tanto político, jornalista e comentador que, afinal e a julgar pela certeza com que falam, conhece intimamente os guetos de Paris. Eles adivinhavam o que agora se passa diante dos nossos olhos. Eles sabem o porquê dos motins; eles trocam teorias explicativas e causas justificativas.
De resto, verifica-se com satisfação que eles não precisam de muita informação para sintetizar e compreender, em meia dúzia de conceitos, tudo o que por lá se passou e se passa: bastam uns quantos factos para actualizar as suas ideias e para pôr as nossas em ordem. Com efeito, ainda não foi feito um levantamento dos factos no terreno e já a opinião portuguesa tem sólidas ilacções a extrair: ainda não se apurou, mesmo lá, a precisa identidade dos agentes da violência, mas a opinião portuguesa já sabe com rigor quem eles são; ainda não se depreende, in loco, que elemento permite agregar uma mole heterogénea de ódio, mas a opinião portuguesa já sabe a natureza dessa argamassa; ainda não se descortinuou, por lá, o ambiente em que cada um dos revoltados vive, mas já a opinião portuguesa sabe o que os move; ainda não se sabe se o movimento tem pretensões políticas, mas já a opinião portuguesa determina o que deve mudar no governo francês; ainda não se conhece a relação entre os motins ocorridos nas várias cidades - e nos vários países -, mas a opinião portuguesa já explica o contágio pelo comportamento mimético (sic).
Uma mente menos piedosa poderia dizer que estas opiniões debitadas como postulados matemáticos são, afinal, apenas visões meramente aproximativas da realidade. Que se fundam em mal lambidas crónicas alheias, em fugazes olhadelas em noticiários internacionais ou em enraízados preconceitos e concepções pessoais. Que essas opiniões seriam o mero eco de superficialidades de terceiros, uma repetição de inúteis lugares-comuns, um conjunto de juízos levianos, o resultado de conclusões precipitadas, o produto de profissões de fé. Mas, repito, isso seria uma apreciação pouco caridosa.
Tempos houve em que a ciência seguia o método científico, analisando o fenómeno para poder explicar o fenómeno. Mas isso, claro, foi antes da intelectualidade portuguesa.

Jagoz | segunda-feira, novembro 07, 2005 | |

sexta-feira, novembro 04, 2005

Memória futura


Em 25 de Fevereiro de 2004 e a propósito da política seguida em França relativamente à laicidade e à inclusão das comunidades muçulmanas no seu tecido social, escrevi o seguinte no Peço a Palavra:
«Esta lei [Lei do Véu] determinará a criação, na sociedade francesa, de uma multiplicidade de muros segregacionistas idênticos ao muro que Israel ergue, neste momento, na Cisjordânia. A única diferença é que no Médio Oriente o muro é material, de um betão inolvidável. Em França, teremos um muro invisível e subtil. E que não pode ser derrubado sem que se derrube, mais cedo ou mais tarde, o próprio Estado que o ergueu. [...] Com o futuro virá, naturalmente, o alargamento do campo de segregação: escolas para muçulmanos, escolas para judeus, escolas para católicos, escolas públicas; hospitais para muçulmanos, hospitais para judeus, hospitais para católicos, hospitais públicos; cemitérios para muçulmanos, cemitérios para judeus, cemitérios para católicos, cemitérios públicos; bairros para muçulmanos, bairros para judeus, bairros para católicos, bairros para os restantes. Findo o processo, teremos uma sociedade plenamente guetizada: várias populações vivem contiguamente e em estanquecidade, inevitavelmente numa má relação de vizinhança, em que só uma tem a preferência da Lei e do Estado».
Serve este post para dizer, apenas, que em 2004 não deveria ter escrito estas palavras como uma projecção; mas sim como a descrição de um caldo que já fervilha desde há anos.

Jagoz | sexta-feira, novembro 04, 2005 | |

A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



Pickup on South Street, SAMUEL FULLER



The Bostonians, JAMES IVORY (real.)



In the Mood for Love, KAR WAI WONG, 2001



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