O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



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segunda-feira, janeiro 31, 2005

Mais do mesmo


A (pré) campanha eleitoral corre os seus termos. Saltemos os pruridos: neste momento, não se discute outra coisa senão a inclinação sexual do candidato socialista. Seja de forma velada ou mais aberta.
A «maré» vem do lado laranja. Tentam poluir a imagem do concorrente adversário. Ninguém diz com todas as letras, como é natural, que o Secretário-Geral do Partido Socialista é homossexual. E ninguém o diz por duas razões. Primeiro, porque não têm a certeza -- se tiverem, não deixa de ser curioso e talvez seja até revelador. Em segundo lugar, porque se o dissessem não produziriam o efeito desejado. Se alguém disser que fulano A é homossexual, essa asserção não terá qualquer efeito na sua imagem de integridade para exercer um certo cargo. É homossexual? E então? Portugal é conservador; mas não é feito de trogloditas. Já a insinuação, porém, tem outro efeito -- o efeito aqui desejado. A insinuação, a intriga, o boato, a ironia de virtudes, a piada ambígua a puxar para a braguilha: essas sim, têm um efeito demolidor. Por isto: porque transmitem a ideia de que o candidato tem algo de podre, secreto, sórdido, algo oculto que merece vergonha. Aquele candidato é alguém de quem se pode expor vícios.
Ou seja, se o for dito abertamente, o homem é homossexual e não há muito a dizer; mas se o for dito de forma velada, o homem tem algo de sujo e oculto, que permite uma dupla avaliação do seu carácter. É este o jogo que um partido está a fazer em seu benefício.
É desnecessário dizer que tudo isto é sórdido. Mas vou dizer à mesma. Tudo isto é do mais degradante que se pode trazer para o debate político. É degradante do ponto de vista político e do ponto de vista pessoal.
Mas, note-se bem!, não é novo. Um ilustre político, a certa altura, acabava os seus comícios a dizer que «nós, quando saímos daqui, vamos para casa ter com as nossas legítimas mulheres». Talvez hoje já ninguém se recorde dessa insigne página.
É, aliás, por isto que Eça dizia que as senhoras de Lisboa já não recebiam políticos «por terem nojo». É por tudo isto.

Jagoz | segunda-feira, janeiro 31, 2005 |

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A ler

Patrick Gaumer, Le Larousse de la bande dessinée



Correspondence Between Stalin, Roosevelt, Truman, Churchill and Attlee During World War II



Dietrich Schwanitz, Die Geschichte Europas



Dietrich Schwanitz, Bildung - Alles war man wissen muss



Niall Ferguson, Virtual History: Alternatives and Counterfactuals



Niall Ferguson, The House of Rothschild: Money's Prophets 1798-1848



Niall Ferguson, House of Rothschild: The World's Banker, 1849-1998



Joe Sacco, Safe Area Goradze



Joe Sacco, Palestine



Hugo Pratt, La Maison Dorée de Samarkand



John Kenneth Galbraith, The Affluent Society (Penguin Business)



Mary S. Lovell, The Sisters - The Saga of the Mitford Family (aconselhado pelo Jansenista)



Charlotte Mosley, The letters os Nancy Mitford and Evelyn Waugh (aconselhado pelo Jansenista)



Ron Chernow, Alexander Hamilton



Henry Fielding, Diário de uma viagem a Lisboa



AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



Philip K. Dick, À espera do ano passado



Richard K. Armey e Dick Armey, The Flat Tax: A Citizen's Guide to the Facts on What It Will Do for You, Your Country, and Your Pocketbook



Jagdish N. Bhagwati, In Defense of Globalization, Oxford



Winston Churchill, My Early Life, Eland




A ver

Eraserhead (um filme de David Lynch - 1977)


Eraserhead (1977) Posted by Hello

Nos meus lábios, JACQUES AUDIARD, 2001



A Tua Mãe Também, ALFONSO CUARON, 2002



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