O Impecável
"Um homem que dorme tem em círculo à sua volta o fio das horas, a ordem dos anos e dos mundos. Consulta-os instintivamente ao acordar, e neles lê num segundo o ponto da terra que ocupa, o tempo que decorreu até ao seu despertar; mas as respectivas linhas podem misturar-se, quebrar-se." Marcel Proust, Em Busca do Tempo Perdido



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segunda-feira, março 14, 2005

Kompensam


O novo Governo decidiu mostrar que ia meter mãos à obra, anunciando o fim do monopólio das farmácias no mercado dos medicamentos que não carecem de receita médica.
Ora, que os farmacêuticos venham contestar a (proto) decisão, parece-me razoável. Convenhamos, se ninguém gosta que se lhe mexa no bolso, nenhuma razão plausível há para exigir aos farmacêuticos que sofram esse gravame com alegria. Mas irrita-me solenemente a forma como mascaram a defesa intransigente (que é perfeitamente legítima) de interesses totalmente corporativos e cartelistas com o manto impoluto da defesa da saúde pública.
E irrita-me a diversos títulos. Em primeiro lugar, é preciso ser refinadamente bacoco para afirmar com convicção que os farmacêuticos defendem a saúde pública no que toca aos medicamentos que não precisam de receita médica. Pessoalmente, nunca nenhum boticário me questionou para que efeitos eu queria comprar o «Panasorbe». E desafio daqui os leitores a testemunharem que os farmacêuticos não gostam de vender como chouriço toda essa sorte de medicamentos. De antibióticos a compostos de nitroglicerina -- nada a dizer, tudo a vender. Arvorar agora em bastião do bem público é de ir às lágrimas.
Em segundo lugar, cumpre esclarecer que as farmácias continuam a poder vender esses medicamentos. Sucede, apenas, que vão vendê-los em concorrência com outros estabelecimentos comerciais. Ninguém está impedido de ir a uma farmácia e comprar o seu linimento. Mas já se sabe: para certas mentes brilhantes, em Portugal, a concorrência atomizada é algo que funciona contra o consumidor...
Em terceiro lugar, não colhe o argumento de que nos supermercados os consumidores não têm o auxílio de pessoal especializado para saber o que comprar. Aliás, este argumento revela com singular acuidade o estado a que chegou o «mercado» das farmácias. É que não compete aos farmacêuticos fazer diagnósticos e receitar profilaxias. Essa é uma tarefa cometida aos médicos. Ou seja, se nos estabelecimentos comerciais não houver quem recomende a pomada certa, não estará a acontecer nada que não devesse já acontecer nas farmácias.
Em suma, a bem da honestidade, seria simpático que a questão fosse debatida nos seus exactos termos: «liberalizar» a venda destes medicamentos não é um prejuízo público: é um prejuízo para cerca de 4.000 comerciantes, que beneficiará o público.
E permite-se o Impecável recomendar ao Governo que vá mais longe, instituindo em Portugal, à semelhança do que acontece lá fora, a venda de medicamentos em unidades. Porque, sinceramente, não percebo por que motivo tenho de comprar embalagens de 60 comprimidos quando da receita médica resulta que só vou ter de tomar 10...

Jagoz | segunda-feira, março 14, 2005 |

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Ron Chernow, Alexander Hamilton



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AAVV, Budget Theory in the Public Sector



JOHN GRAY, Heresies: Against Progress and Other Illusions



CATHERINE JINKS, O Inquisidor, Bertrand, 2004



ANNE APPLEBAUM, Gulag: A History of the Soviet Camps, Penguin Books Ltd, 2004



António Castro Henriques, A conquista do Algarve, de 1189 a 1249. O Segundo Reino



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